Neste artigo

Nos Estados Unidos não existe um cargo chamado «administrador»: o salário depende do cargo. O mais parecido, o de gerente geral e de operações, ganha em média US$ 134.940 por ano, cerca de US$ 11.200 por mês antes dos impostos, segundo o Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS), com dados de maio de 2025. Em reais, ao câmbio de 23 de outubro de 2026, são cerca de R$ 56,6 mil por mês. E, ao contrário do Brasil, lá não é preciso registro em conselho para exercer.
A Green North não é um escritório de advocacia. Planejamos e coordenamos o processo junto com advogados independentes, que fazem o trabalho jurídico e decidem a estratégia de cada caso.
Quanto ganha um administrador por mês nos EUA?
Cerca de US$ 11.200 por mês antes dos impostos como gerente geral e de operações, dividindo por doze a média anual do BLS, que é de US$ 134.940. São uns R$ 56,6 mil ao câmbio de 23 de outubro de 2026. Com a mediana, US$ 105.770, são uns US$ 8.800. Por hora, US$ 64,87, o valor que o próprio BLS publica.
Se você começar como analista ou especialista, o grupo de negócios e finanças ganha em média US$ 95.230 por ano, cerca de US$ 7.900 por mês. Nos Estados Unidos o salário é negociado e divulgado por ano, e a conversão em reais muda com o câmbio: use-a como referência, não como promessa.
Qual cargo de administração paga mais?
O de diretor-geral: US$ 269.630 por ano em média, segundo o BLS. Depois vêm a diretoria financeira, com US$ 186.910, e a de marketing, com US$ 177.770. O BLS não classifica por curso, e sim por cargo; estes são os cargos a que costuma chegar quem se formou em administração, com os dados nacionais de maio de 2025:
| Ocupação | Média anual (US$) | Por mês, aprox. (US$) | Por mês, aprox. (R$) | Mediana anual (US$) |
|---|---|---|---|---|
| Diretores-gerais (CEO) | 269.630 | 22.500 | 113,2 mil | 213.990 |
| Diretores financeiros | 186.910 | 15.600 | 78,5 mil | 166.570 |
| Gerentes de marketing | 177.770 | 14.800 | 74,6 mil | 166.790 |
| Gerentes de vendas | 164.350 | 13.700 | 69,0 mil | 148.270 |
| Gerentes de recursos humanos | 164.230 | 13.700 | 68,9 mil | 149.280 |
| Gerentes gerais e de operações | 134.940 | 11.200 | 56,6 mil | 105.770 |
| Gerentes de serviços administrativos | 129.870 | 10.800 | 54,5 mil | 114.130 |
| Analistas de gestão (consultores) | 113.790 | 9.500 | 47,8 mil | 101.860 |
| Especialistas em gestão de projetos | 110.740 | 9.200 | 46,5 mil | 102.320 |
| Especialistas em logística | 89.730 | 7.500 | 37,7 mil | 82.320 |
| Analistas de mercado e especialistas em marketing | 89.490 | 7.500 | 37,6 mil | 78.760 |
| Especialistas em recursos humanos | 81.990 | 6.800 | 34,4 mil | 75.940 |
Fonte: BLS, consulta da Occupational Employment and Wage Statistics, maio de 2025, dados nacionais de todas as indústrias, consultados em 25 de outubro de 2026. A seleção de cargos é nossa. As colunas mensais dividem a média anual por 12, antes dos impostos; os reais usam a PTAX de venda de 23 de outubro de 2026 (R$ 5,0377), do Banco Central do Brasil. A pesquisa só conta quem recebe salário, não quem tem negócio próprio (perguntas frequentes da OEWS).
Em que estado um gerente geral ganha mais?
Em Nova Jersey: US$ 205.250 por ano em média, seguido do Distrito de Colúmbia, Nova York, Connecticut e Delaware, todos acima de US$ 163.000.
| Estado | Média anual (US$) | Por mês, aprox. (US$) |
|---|---|---|
| Nova Jersey | 205.250 | 17.100 |
| Distrito de Colúmbia | 179.130 | 14.900 |
| Nova York | 167.820 | 14.000 |
| Connecticut | 167.400 | 14.000 |
| Delaware | 163.820 | 13.700 |
Onde há mais vagas, a média é mais baixa. O Texas tem 431.310 gerentes gerais, com média de US$ 133.280 por ano, e a Flórida, 236.290, com US$ 126.940:
| Estado | Empregos | Média anual (US$) | Por mês, aprox. (US$) |
|---|---|---|---|
| Texas | 431.310 | 133.280 | 11.100 |
| Califórnia | 300.840 | 152.250 | 12.700 |
| Flórida | 236.290 | 126.940 | 10.600 |
| Nova York | 206.740 | 167.820 | 14.000 |
Fontes: BLS, perfil dos gerentes gerais por estado e a consulta da OEWS para Texas, Califórnia e Flórida, maio de 2025, consultados em 25 de outubro de 2026.
Precisa de registro ou de validar o diploma para trabalhar como administrador?
Registro, não. No Brasil, a Lei 4.769/1965 só deixa exercer a profissão a quem tem registro no CRA. Nos Estados Unidos não existe um conselho assim: para dirigir ou administrar uma empresa não se pede licença do estado, ao contrário do contador público (CPA) ou do médico. O que os empregadores pedem é o diploma, normalmente uma graduação, e experiência: para os altos executivos, o BLS fala em cinco anos ou mais num cargo relacionado.
Se o seu diploma é brasileiro, uma avaliação de credenciais mostra a que ele equivale lá; contamos como em como validar seu diploma brasileiro nos EUA. Ajudam, sem ser obrigatórios, um MBA, que alguns empregadores preferem segundo o BLS, e certificações como a PMP de gestão de projetos. A PMP é do PMI e, para quem tem graduação, pede três anos dirigindo projetos e 35 horas de formação. O PMI diz que quem a tem nos EUA ganha uma mediana de US$ 135.000 por ano; é a pesquisa dele, não a do BLS.
Fontes: Lei 4.769/1965, art. 14, BLS, perfil dos altos executivos, BLS, perfil dos analistas de gestão e PMI, certificação PMP.
O que o salário tem a ver com o seu visto?
Menos do que parece. No EB-2 NIW, o USCIS avalia o projeto que você propõe e a sua capacidade de levá-lo adiante, não quanto você vai ganhar, e você não precisa de oferta de emprego. O USCIS conta uma graduação ou o equivalente estrangeiro, com pelo menos cinco anos de experiência progressiva depois, como equivalente a um mestrado. Quais profissões se encaixam, contamos em quais profissões se qualificam para o EB-2 NIW; o ponto de partida está no guia do EB-2 NIW.
Abrir uma consultoria serve para o EB-2 NIW?
Sozinha, não. O USCIS usa esse mesmo exemplo: um empreendedor não demonstra a importância nacional só por abrir uma consultoria, nem falando da importância do seu setor ou de que negócios geram empregos. Também não basta ter experiência geral na área para mostrar que você está bem posicionado para levar o negócio adiante.
O que o USCIS olha num empreendedor é um projeto concreto: uma empresa nos Estados Unidos em que você tenha, ou vá ter, participação e um papel central, e provas de que a sua experiência faz o projeto avançar. Se você trabalha por conta própria sem prejudicar trabalhadores americanos, ou se a sua empresa dá emprego a eles, o USCIS considera que a certificação trabalhista acrescenta pouco, e isso pesa a favor da dispensa.
Fonte: Manual de Políticas do USCIS, volume 6, parte F, capítulo 5, seção sobre empreendedores.
E o seu perfil?
Dez perguntas, dois minutos. No final você sabe qual visto se encaixa e por onde começar. Sem compromisso.
Perguntas frequentes
O que este artigo afirma vem daqui. Quase todas estão em inglês.
- BLS, Occupational Employment and Wage Statistics — salários por ocupação, maio de 2025
- BLS, OEWS Profiles: General and Operations Managers — os lugares que pagam melhor
- Banco Central do Brasil, cotações — PTAX de 23/10/2026
- BLS, Occupational Outlook Handbook: Top Executives — formação, experiência e perspectivas
- BLS, Occupational Outlook Handbook: Management Analysts — o MBA e as certificações
- BLS, OEWS Frequently Asked Questions — quem a pesquisa conta
- PMI, Project Management Professional (PMP) — requisitos da certificação
- Lei nº 4.769, de 9 de setembro de 1965 — o registro no CRA, no Brasil
- Manual de Políticas do USCIS, volume 6, parte F, capítulo 5 — o EB-2 NIW e os empreendedores
Este artigo é informativo e não constitui assessoria jurídica. Os valores e as regras citados vêm das fontes oficiais indicadas, consultadas em 25 de outubro de 2026, e podem mudar. A Green North não é um escritório de advocacia: trabalhamos com advogados de imigração licenciados e independentes nos EUA, que são quem conduz o trabalho jurídico de cada caso.


